MIDIAS PARA EDUCADORES E FORMADORES

La vida que voa!!!

Ficar pra sempre, eis a questão?

Perdas: Um bem ou um mal?

"Não se lamente pelas perdas. Elas são necessárias para voltar a se encontrar..."
                                                           .:: Richard Bach 

A principio, antes de escrever o post de hoje queria agradecer todas as visitas e comentários que venho recebendo. São motivos de fortalecer a minha esperança e a minha vontade em sempre tentar passar algo de bom para as pessoas. Só peço desculpa pela falta de postagens. Toda segunda estou tentando vir aqui e enfim, vamos ao texto..

Bem, quando se ouve a palavra "perda" pensa-se em uma causa ruim, pois o ser humano não está acostumado a ficar sem determinadas coisas/pessoas em sua vida. Em todo caso, a perda existe e é natural à todas as pessoas. Acontece em diversos patamares, podendo ser a mais simples quanto a mais complexa possível.

Na maioria das vezes, a perda é visto como algo ruim. Pode-se tratar de um morte, de um término de relacionamento, uma briga e roubo (em casos de matérias). É uma coisa natural na vida das pessoas e acompanha em todos os momentos, em todos os aspectos. É sempre preciso abrir mão de algumas coisas para ganhar outras. O ponto principal da perda é que, quanto menos pareça, é sempre uma experiência. Uma experiência que fortalece as pessoas e as deixa menos vulneráveis a diversas coisas que podem acontecer em suas vidas.




Algumas vezes, poderemos ainda chorar e sentir a falta, mas estamos iniciando uma fase de recuperação, onde se dá a elaboração do luto e do trauma da perda, através de sua aceitação e adaptação à nova realidade. Recuperamos a estabilidade, a energia, a esperança e a capacidade para ter prazer e investir na vida, restabelecendo um estado de saúde. Passamos a aceitar a realidade como algo imutável, sabendo que nada será como antes. Nesse momento, é  então possível perceber que a perda sofrida nos trouxe um ganho, algo que aprendemos, algo que conquistamos e que nos fortalece de algum modo. Aquilo que, antes, a dor não nos permitia perceber, agora, pela aceitação da realidade e do que não temos mais, torna-se verdade: Toda perda traz um ganho. Perdas e ganhos são faces companheiras da mesma moeda da vida. 

E por fim, o importante é dar valor antes de perder. O que temos hoje, podemos não ter amanhã. Nossa vida é muito incerta, por isso devemos aprender, compreender e sempre dar valor. Não deixe a vida passar, seja você mesmo. Faça sua parte, não deixe com que tudo seja em vão.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

VIVER OU EXISTIR

Existir ou viver? 

Pedro Menuchelli
 

"A verdadeira felicidade consiste,
não no conhecimento de boas coisas,
e sim numa vida feliz. Não em compreender,
mas, em viver compreensivamente. Também
não é uma grande erudição, mas a boa vontade
que une os homens a Deus
."
                                      (Cornelius Agrippa)
 
 


Ainda desconheço um pouco o motivo que está me fazendo pensar sobre tal comparação, porém, uma boa parte do que escrevo aqui percebo que não é preciso tanta explicação, até porque sentimentos e estados emocionais não são descritos em apenas algumas entrelinhas de um texto em um blog.

Rotineiramente, é fácil você perceber uma pessoa reclamando da vida. É claro, isso é normal. Antes de nascer, não tivemos como escolher se queríamos vir ou não e mesmo se pudessemos, não faria tanta diferença assim, até porque ninguém conseguiria explicar totalmente a versão da nossa vida, de como seria e o que seria mudado a partir de então. A maior questão que deixo, por fim, é o fato da existência ou do viver. Existir.. todo mundo existe. Todo mundo está aqui vivo, e interage no meio da forma que bem entende e como quer. O problema não é esse, mas sim parar por aí. Viver vai mais além disso.


Viver é saber dar valor aos momentos e aproveitar o máximo cada um deles. Dar valor à sentimentos, pessoas e não se preocupar com opiniões alheias, porque você sabe MUITO bem quem é, de verdade. Então, viva. Faça, vá, chore.. ame! Só que viva verdadeiramente. Mentir não é uma forma de viver, mas sim uma maneira de esconder o que realmente tem dentro de você...

ps: Um texto um pouco diferente. Estou tentando me adaptar a algumas ideias e pensamentos que venho tendo. Espero que possa ser de importância a todas as pessoas que me seguem e que compartilham comigo sentimentos, experiências e conhecimento. Muito obrigado a todos vocês!

Destino & Será ou não será possibilidades

Como será o amanhã?

Cada um de nós tem destino a cumprir? ou é o acaso o responsável pelo curso de nossas vidas? responda quem puder...

 
No dia 11 de julho de 1973 o Boeing 707, voo RG-820, que decolou do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino a Londres fez pouso forçado em um campo de cebolas próximo a Orly, na França. Um incêndio no toalete espalhou fumaça tóxica por toda aeronave. E antes de aterrisar, 122 dos 123 passageiros já haviam morrido sufocados e o único sobrevivente foi Ricardo Trajano, um jovem engenheiro de 21 anos. “Quando avistei a fumaça, não continuei sentado, como permaneceram todos os outros. Fui para frente, até a porta da cabine. Percebi que morreria. Toda minha vida passou em segundos.” 
 
O rapaz foi retirado do avião, pelos bombeiros, desmaiado e com as costas queimadas porque o teto desabou em chamas sobre ele. Ficou 52 dias no hospital em Paris e mais 28 na Beneficência Portuguesa, no Rio de Janeiro.  Ricardo Trajano está com 60 anos, é empresário, casado e pai de duas filhas. Divide a vida em antes e depois do acidente e não tem dúvida: está no crédito há 39 anos. “Fui premiado com a sorte de poder viver o segundo tempo da vida. Acredito que haja algo muito além de nossos pensamentos, alguma força divina que nos orienta. Se isto tem o nome de destino, acredito, e muito!” 
 
Não é para menos. Ser o único sobrevivente entre 123 pessoas é no mínimo intrigante, e deixa no ar a pergunta: existe a hora para cada coisa da vida? Se sim, quem a determina? Que tipo de acontecimento é este que mata 122, mas salva uma única pessoa? Há quem, como o psicólogo e praticante do budismo tibetano Salim Zaidan, acredite que casos como o de Ricardo Trajano expliquem-se por uma relação de causa e efeito na qual o destino está atrelado. “Esta pessoa criou a condição de se salvar naquele acidente. Existimos desde tempos imemoriais e quando causa e circunstância juntam-se, o carma manifesta-se. Ele tinha a circunstância, mas não a causa. Então, seu destino era sobreviver”, explica Zaidan. 
 
O especialista em psicologia transpessoal Louis Bulamarqui, autor do livro Flua – Pare de brigar com você e traga de volta seu alinhamento, acredita que as escolhas irão influenciar os destinos e que quanto mais as pessoas estão desconectadas de si, maior é a necessidade de depender de alguém que lhe aponte o destino. Também não crê no fator sorte e sim no campo que as pessoas criam para as coisas acontecerem ou não. “O Universo conspira a favor. Aquilo em que se acredita muito e está no coração tende a acontecer. A sorte tem este viés.”
 
Sorte. Esta palavra está associada também à noção de destino – vamos usar esta palavra, ok? – do farmacêutico e professor Antônio Carlos Freitas Júnior, 29 anos. Ao formar-se resolveu vir para Belo Horizonte em busca de melhores oportunidades de trabalho. Comentou com a amiga. Ela, por sua vez, trabalha com cinema e recusa-se a entrar no ônibus com fones de ouvido porque grava as conversas para usar como referências para roteiros. Numa dessas gravações ouviu que precisavam de um professor de farmácia. Não deu outra: falou para Freitas Júnior. Ele enviou seu currículo e desde então exerce a atividade. “Trabalho lá há um ano e amo ser professor, apesar de nunca ter pensado que poderia ser um. Acredito no acaso, no poder das coincidências e na sincronicidade. Mas não creio em destino. Acho que não há nada traçado.”

Antônio Carlos Freitas Júnior com a amiga: ela  ouviu que precisavam de professor e ele foi contratado
Antônio Carlos Freitas Júnior com a amiga: ela ouviu que precisavam de professor e ele foi contratado
Destino. Concebido como sucessão inevitável de acontecimentos do qual não se pode escapar, essa palavrinha pode significar que tudo vai dar certo ou, bem o contrário, vai pelo ralo! A mitologia grega já tratava do assunto por meio das Moiras, irmãs que determinavam destinos de deuses e humanos por meio da chamada Roda da Fortuna. A roda era o tear que utilizavam e o fio que se posicionava no topo da engrenagem determinava o período mais afortunado da vida, e o que estava embaixo, os maus momentos. Assim, sucediam-se a boa ou má sorte. E até a morte, quando o fio era cortado por elas.
 
Fio da existência preservado, a situação privilegiada de Trajano pode ser compreendida, de acordo com o matemático Dilcione Nonato, pelo conceito de probabilidade. Segundo ele, ao se fazer uma retrospectiva em relação a acidentes de avião, por exemplo, vai-se constatar que de tantos em tantos desastres haverá um número x de sobreviventes. “Forma-se a média histórica. Aqui, entra também o acaso, evento raro que não ocorre comumente, como acertar na mega-sena. O acaso é também uma medida matemática”, explica Nonato. De acordo com ele não há destino; e sim probabilidade e acaso. E, se não há destino, não há como prevê-lo. Seja para cumprir ou escapar dele. “Só é possível prever grandezas determinísticas e não situações.”
 
Porém, no século 21, a ideia de destino ainda é bastante forte e há quem trabalhe com ela e faça previsões. Dulce Campolina é engenheira e psicóloga. Mas o que exerce é a atividade de astróloga, há 26 anos, por meio do cálculo do mapa astral. Para ela, o destino existe, pois as pessoas não escolhem a própria vida porque nascem cercadas por um contexto. “Mas a noção de destino é desvirtuada quando se imagina que basta sentar na cadeira e esperar. As pessoas não estão amarradas a ele, têm que batalhar para aproveitar o que a vida oferece”,  afirma a astróloga. Dulce diz que o mapa é cálculo harmônico e preciso que traz uma programação, aponta potenciais e dificuldades que podem existir. “Se a pessoa tem as condições e ambiente propício, pode ser mais fácil corresponder ao destino. Se não, há que fazer esforço extra”, assinala. Dulce avalia que conhecer o destino é a melhor maneira de administrá-lo. “Como disse Ptolomeu: ao sabermos da chegada do inverno, nos preparamos para ele.” 
Vitor Belfort  com Joana Prado: “Não há como não acreditar no destino”
Vitor Belfort com Joana Prado: “Não há como não acreditar no destino”
A apresentadora Joana Prado e o lutador Vitor Belfort se conheceram no Brasil, nos anos 90. Ela estava no auge como a bela personagem Feiticeira e ele já era famoso como lutador profissional e campeão de MMA. Já haviam ficado, como se diz popularmente, algumas vezes; participaram juntos do reality show Casa dos Artistas, mas, até então, nada muito além. Passando férias em Los Angeles com uma amiga, a moça estava com passagem marcada para regressar ao Brasil, mas resolveu estender o passeio e foi ao aeroporto remarcar a passagem. Era o ano de 1999 e naquele dia e hora Belfort estava voltando do Japão e pisando no mesmo aeroporto, o quinto mais movimentado do mundo e, na época, recebia cerca de 55 milhões de passageiros por ano. “Nossa, encontrá-lo aqui!” Foi o que pensou Joana. “Nos aproximamos e passamos o restante dos dias juntos, ele me pediu em namoro em Los Angeles. Terminamos uma época, reatamos em 2001 e estamos casados há nove anos. Tenho certeza que nosso encontro foi traçado por Deus, que me colocou ali no mesmo horário que o Vitor”, afirma Joana.
 
Sim, ela acredita em destino e o mesmo pensa Vitor Belfort. “Não há como não acreditar. E é traçado por Deus, que tem um plano para nós. Mas dentro disso podemos escolher o que quisermos. Mas Ele é onipotente e já sabe até o que vamos escolher. O meu está sendo traçado e oro para Deus fechar as portas que não são as dele”, acredita Belfort. Para ele, Deus nunca traçaria para ninguém um destino ruim. “As coisas acontecem; a chuva cai para o justo e para o injusto. O acaso é parte de vida.”
 
Talvez seja a não garantia – a não ser a da própria morte – acerca de tudo na existência que faça o homem pensar tanto no destino seja como algo que garante a boa sorte, o acaso favorável ou não, ao bem ou mal, ao que pode ser previsto. De acordo com o professor de filosofia Olimpio Pimenta, autor de Razão e Conhecimento em Descartes e Nietzsche, as pessoas creem no destino porque são assombradas pela responsabilidade de serem livres e não terem a quem delegar decisões. “No entanto, a filosofia reconhece a existência do mistério e uma das formas de interpretá-lo é por meio da religião”, pontua Pimenta. 
 
Geraldo Chamone, 57, é espírita, umbandista e tarólogo. Ele fala que sente a energia da consulente, suas amarguras, alegrias, e quando ela corta a lâmina do tarô, as necessidades irão aparecer ali. Chamone irá interpretá-las. Ele próprio é um predestinado e ao mesmo tempo intérprete do destino alheio. Explico. Contou que frequenta o centro espírita desde os 12 anos, quando começou a sofrer o que chama de obsessões. Daí pra frente a vida, fala ele, foi dedicar-se ao desenvolvimento espiritual. Ele explica que Deus dá o destino e dele fazemos o que queremos usando o livre arbítrio. “Mas, ao mudá-lo, assumimos a responsabilidade pelas consequências da alteração.”
"A noção de destino é desvirtuada quando se imagina que basta sentar e esperar” Dulce Campolina
O que é destino 
Concebido e entendido como sucessão inevitável de acontecimentos regidos por algo superior. Seria o condutor da vida e pode estar relacionado à boa sorte e má sorte. A introdução do elemento sorte pressupõe a ideia de alteração do destino 
 
Sorte
quase sinônimo de destino, o imaginário popular relaciona a sorte com o cotidiano e interfere na conduta de quem acredita nela. Em algumas culturas a sorte pode ser adquirida por meio de amuletos como trevo de quatro folhas 
ou ferraduras de cavalos  
 
Acaso
Pode ter sentidos variados. Pode ser algo que acontece sem objetivo ou finalidade; algo que acontece sem ser consequência de nada passado; algo que acontece sem ser explicado por nenhuma relação com coisas simultâneas ou precedentes  
 
Probabilidade
A probabilidade de um acontecimento é frequência relativa esperada deste acontecimento. É uma tentativa de quantificar a noção de provável. A probabilidade de alguém ganhar na mega-sena, por exemplo, com uma única cartela de seis números é de 0,000002% 
 
Destinada a sobreviver
No dia 14 de julho, em Botucatu (SP), a motociclista Edicléia Baron Golpian sentiu um incômodo em seu pescoço. Como estava de cachecol, apenas cortou a mão ao tentar livrar-se do que constatou ser uma linha de pipa com cerol. Esse tipo de incidente costuma ser fatal e levar à morte, mas o pano ao redor de seu pescoço salvou-a. Os bombeiros que a socorreram disseram que a jovem nasceu de novo

MUSICA NA ESCOLA É A LEI

Lei obriga escolas a ensinarem música; veja o que muda na prática


Que tal colocar ritmo nos estudos? A lei número 11.769, de 2008, obriga toda escola do Brasil a ter aulas de música ou incluir esse conteúdo nas aulas de artes dos ensinos infantil e fundamental. O prazo para isso acontecer acaba neste mês. E o objetivo não é aprender a tocar um instrumento ou a cantar, mas desenvolver a musicalização (ritmo, coordenação motora, audição, entre outros).
Alguns colégios particulares, como o Rainha da Paz (São Paulo), já tinham aulas de música antes de a lei existir. Lá, elas acontecem duas vezes por semana. Instrumentos como xilofone e pandeiro são usados para acompanhar cantigas populares. Outras vezes, são deixados de lado. "Podemos usar só a voz e o corpo para fazer música", diz Maria Eduarda Grassano, 7.
Várias atividades musicais estão ligadas a outras disciplinas, como geografia e história. Luiz Gustavo Filho, 7, aprendeu sobre os indígenas, pois "as músicas falam sobre como eles vivem".

POR QUE APRENDER

José Nunes (professor da Unirio) dá aula para futuros professores de música e já deu aula para crianças em uma escola. Ele explica que aprender música tem que ser divertido. Mas o mais importante da atividade musical é aprender a entender o valor e a beleza da arte desde pequeno.

CADA UM NO SEU TOM

Nas aulas de música, você pode cantar, tocar ou inventar suas próprias canções. Helio Zimbardi, 12, não se animou com nada disso. Até que teve uma ideia. "Propus para a professora ser o maestro da turma e improvisei uma batuta", conta. Gostou tanto que até pensa em se tornar um profissional. "É muito legal ficar na frente comandando o ritmo. Só paro para ouvir os aplausos", completa.

MÉTODOS

Existem modos diferentes de aprender música. Com o Suzuki, do Japão, as crianças aprendem ouvindo e repetindo. A ideia é aprender de forma natural, como se aprende a falar, por exemplo. No México, o método Tort usa a cultura popular para ensinar, por meio de coros e conjuntos. No Brasil, o músico Heitor Villa-Lobos usou canto orfeônico, uma prática de canto em conjunto, para orientar o ensino de música.

NÃO É IGUAL EM TODA ESCOLA

As escolas municipais de São Paulo estão se preparando para incluir aulas de música só no ano que vem, disse a assessoria de imprensa. Já na escola estadual Rodrigues Alves, por exemplo, a música é pincelada em projetos paralelos. A Secretaria Estadual de Educação contou que, em um deles, os alunos cantam composições da MPB. Mas as crianças não parecem satisfeitas. "Não temos aula de música no colégio, mas eu gostaria de ter", conta a aluna Vitória da Silva Alves, 9.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
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quinta-feira, 26 de julho de 2012

MUSICA NA ESCOLA E O APRENDIZ

Uso de música em sala de aula facilita o aprendizado, aponta estudo

A música facilita o ensino da história pois cria empatia entre aluno e professor e forma um referencial de memória para os alunos, facilitando, assim, sua relação com o conteúdo. É o que diz Milton Joeri Fernandes Duarte, autor da tese de doutorado A música e a construção do conhecimento histórico em aula, defendido em maio na Faculdade de Educação (FE) da USP, sob orientação de Katia Maria Abud Lopes.
  
“A música forma um referencial de memória. Por isso existem as músicas que marcam a vida de uma pessoa.”

Graduado em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e professor de história desde 1987, Duarte afirma sempre ter utilizado música em suas aulas. Foi a partir da sua experiência em classe que ele resolveu estudar até que ponto a linguagem musical auxilia no ensino da história e como professores e alunos que não possuem conhecimentos de linguagem musical conseguem trabalhá-la em sala de aula.
Para responder tais questionamentos, o pesquisador acompanhou durante o ano de 2007 as aulas de uma professora de história para alunos da quinta série da rede municipal de São Paulo. No ano seguinte, ele selecionou 8 dos alunos da turma, 4 meninos e 4 meninas. Ele os entrevistou para saber os seus gostos musicais e, principalmente, qual era a relação que eles faziam entre o conteúdo e as músicas apresentadas pela professora.
“Nas entrevistas fiz o procedimento contrário ao que era feito na sala de aula. Apresentava pequenos textos que falavam sobre os conteúdos ensinados pela professora e perguntava o que aquilo os lembrava. Todos os alunos referiram-se às músicas ouvidas nas aulas e, de certa forma, isso os ajudava a lembrar partes do conteúdo”, afirma.
A partir dos estudos teóricos, da análise de campo e das entrevistas, Duarte chegou ao conceito de consciência musical. “A música forma um referencial de memória. Por isso existem as músicas que marcam a vida de uma pessoa”, afirma.
Esse conceito é ligado à consciência histórica, que é a forma como a pessoa se posiciona perante a sociedade e os fatos históricos, dependendo da experiência de vida e das situações sociais e econômicas que ela vive.
Dentro da sala de aula, a música aproxima a memória individual do professor com a dos alunos. A maior parte da consciência musical não é criada na escola, mas vem do cotidiano familiar. Por isso é necessário que o professor contextualize as canções que mostre aos alunos e que se proponha a conhecer o que os alunos gostam de ouvir para haver maior empatia entre eles.
“Nas aulas que analisei, toda sexta-feira um aluno levava um CD que ele gostava de ouvir em casa para a classe e a turma o escutava. Funcionava como se a professora dissesse ‘eu ouço a música de vocês, então vocês ouvem a minha’. Facilitava a aceitação dos alunos com as músicas passadas pela professora”, conta Duarte.
Música e realidade

O pesquisador retoma uma ideia de Arthur Schopenhauer, filósofo alemão do século 19, que diz que a música é o máximo da expressão artística, é a arte que mais se aproxima da realidade por ter maior carga emocional que as outras.
 “As pessoas são tocadas emocionalmente pela música. Por isso professores e alunos que não dominam a linguagem musical conseguem trabalhá-la em sala de aula”, explica. Segundo Duarte, mesmo aqueles que entendem de música são inicialmente atingidos pela emoção. “Só depois que a pessoa pode parar e pensar com o conhecimento técnico que ela tiver”.
O autor do trabalho afirma que a música é pouco utilizada em sala de aula. “Muitos professores têm medo de os alunos não receberem bem as músicas, acharem que são velhas, etc. Mas é preciso contextualizá-las com os alunos, criar empatia para elas serem bem utilizadas”, explica.
Ele ainda diz que o professor que usa música em aula se torna um marco na vida dos alunos. “Eu encontro ex-alunos na rua que me cumprimentam e lembram de determinada música que foi passada em sala de aula. Eu mesmo, ao ouvir uma canção medieval na televisão, certa vez, lembrei que já a havia cantado na sexta série, na aula de um professor de Português que também era maestro, chamado Roberto Martins”, revela.
 Fonte:portal.aprendiz

MUSICA NA ESCOLA DE QUALIDADE

Alunos descobrem música de qualidade

Em uma audição inesquecível, uma turma de 2ª série descobre a qualidade da boa música e começa a adquirir o senso crítico capaz de afastá-la do lixo cultural a que é submetida diariamente

Durante três meses, no segundo semestre de 2005, alunos de 2ª série de uma escola de São Paulo viveram uma situação rara na Educação pública brasileira, experiência que os marcará para o resto da vida. Eles tiveram aulas regulares de música. A iniciativa merece ainda mais destaque por se tratar de um grupo de estudantes da EMEF Professora Maria Berenice dos Santos, no extremo sul da cidade, região em que o acesso aos meios culturais se restringe ao rádio e à TV. "Eram crianças com um repertório limitado ao que é oferecido pela mídia de massa. Não conheciam cantigas populares e muito menos a música erudita", conta a professora Daniela da Costa Neves, 25 anos, autora do projeto com o qual foi eleita Educadora Nota 10 no Prêmio Victor Civita 2006.

Ao longo das atividades, as crianças aprenderam conceitos básicos de apreciação musical, como o reconhecimento de instrumentos e respectivos timbres, notas e suas alturas (mais graves, mais agudas), rítmica e formas básicas de composição. O desfecho do projeto foi uma inesquecível visita à Sala São Paulo, uma das principais casas de concerto do mundo. Nesse dia, as crianças acompanharam uma apresentação didática de seis obras executadas pela Orquestra Sinfônica de Santo André (antes ou depois de reger a música, o maestro dá explicações, mostra instrumentos, conta rápidas histórias sobre o compositor ou a obra, pede que cada músico toque seu instrumento para as crianças identificarem o som).

Para "tocar" as atividades desenvolvidas anteriormente em sala de aula, Daniela valeu-se da formação que tem em Educação Artística com habilitação em Música. "Mas tudo o que fiz pode ser feito também por professores leigos no assunto", assegura ela. "O diferencial do projeto da Daniela é o planejamento", atesta Marisa Szpigel, formadora de professores de Arte e selecionadora do Prêmio Victor Civita em 2006. "Ela se preparou para cada ação e estabeleceu objetivos claros e compartilhados com os alunos. Eles sabiam, desde o início, aonde iriam chegar." (Leia mais sobre a seleção no quadro.)


A base do trabalho foi o programa mantido pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), que tem por missão formar público ouvinte de música erudita (e professores do Ensino Fundamental para a Educação Musical). Daniela realizou todas as atividades propostas pela Osesp e subiu um degrau a mais. Ela explorou conceitos de composição, realizou atividades sobre ritmo baseadas num trabalho de percussão corporal e de instrumentos de sucata e levou para a classe canções populares de mestres da MPB. "Meus alunos dificilmente terão a oportunidade de seguir uma carreira musical nem terão acesso a instrumentos e cursos, pois vivem numa região onde esse tipo de alimento cultural não é prioridade. Mas plantei uma semente em cada um deles", conta Daniela.


O programa de Educação Musical foi dividido em dez atividades, distribuídas em 13 aulas, que tinham duração de uma hora e meia. As tarefas intercalaram momentos de apreciação de diversas obras, produção musical, leitura de textos, escrita de relatos e confecção de desenhos.
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

MUSICA NA ESCOLA

Conheça a lei que determina a obrigatoriedade do ensino de música em todas as escolas do país até agosto de 2011


Especialistas indicam que o ensino de música nas escolas deve trabalhar a coordenação motora, o senso rítmico e melódico.

O ano de 2011 é data limite para que toda escola pública e privada do Brasil inclua o ensino de música em sua grade curricular. A exigência surgiu com a lei nº 11.769, sancionada em 18 de agosto de 2008, que determina que a música deve ser conteúdo obrigatório em toda a Educação Básica. "O objetivo não é formar músicos, mas desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração dos alunos", diz a professora Clélia Craveiro, conselheira da Câmara de Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação).

Nas escolas, a música não deve ser necessariamente uma disciplina exclusiva. Ela pode integrar o ensino de arte, por exemplo, como explica Clélia Craveiro: "Antigamente, música era uma disciplina. Hoje não. Ela é apenas uma das linguagens da disciplina chamada artes, que pode englobar ainda artes plásticas e cênicas. A ideia é trabalhar com uma equipe multidisciplinar e, nela, ter entre os profissionais o professor de música. Cada escola tem autonomia para decidir como incluir esse conteúdo de acordo com seu projeto político-pedagógico". Apesar de ser uma boa iniciativa, o trabalho com equipes multidisciplinares para o ensino de música não tem acontecido de forma satisfatória nas instituições de ensino. "De qualquer maneira, trabalhar de forma interdisciplinar ou multidisciplinar em escolas de educação básica é uma tarefa complicada", afirma Clélia.

É necessário prestar atenção se o seu filho está tendo aulas de música com uma equipe adequada ou mesmo se esse tipo de aula está sendo oferecida na escola dele, como diz a lei. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases de 1996, só estão autorizados a lecionar na educação básica os professores com formação em nível superior, ou seja, profissionais que tenham cursado a licenciatura em Universidades e Institutos Superiores de Educação na área em que irão atuar. Portanto, os professores que devem ser responsáveis pelas aulas de música do seu filho são aqueles com formação superior em música. Fique atento.

Entenda mais detalhes dessa lei para que você possa compreender e exigir a aplicação dela na escola do seu filho.

Para saber mais, clique no link abaixo:

Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/musica-escolas-432857.shtml
 

LISTA DE LIVROS PREFERIDOS

Livro Ilustrado de Lingua Brasileira de Sinais Autor: Márcia Honora / Mary Lopes E.Frizanco Editora: Ciranda Cultural A Casa da Árvore Encantada Autor: Pat Hegarty Editora: Ciranda Cultural O Grande livro do Amor Autor: Trace Moroney Editora: Ciranda Cultural Os mais Belos Contos de Grimm Autor(a): Gustavo Mazali / Poly Bernatene Editora: Ciranda Cultural Categoria: Infantil Olhe Mais Perto - Criaturas do Mar Autor(a): Sue Malyan Editora: Ciranda Cultural Categoria: Enciclopédias Minha Primeira Biblioteca Histórias Bíblicas Autor: A.D. Borrill Editora: Ciranda Cultural Categoria: Bíblicos Editora: Ciranda Cultural Quincas Borba Autor: Machado de Assis Categoria: Literatura O Mulato Autor: Aluísio Azevedo Categoria: Literatura Marília de Dirceu Autor: Tomaz Antônio Gonzaga ategoria: Literatura Lira dos Vinte Anos Autor: Álvares de Azevedo Categoria: Literatura

Linda Mensagem de Perdão

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Lista de Filmes

O CAÇADOR DE PIPAS, KELVIM VERSUS KELVIM,NELL,LIBERDADE ELECANDO FILMES SOB A TERRA ( Filmes que trazem catástrofes que poderão ocorrer com a nossa terra) 10,5 – O DIA EM QUE A TERRA NÃO AGUENTOU, 2012 – O DIA DO JUÍZO FINAL, ARMAGEDON, DIAS DE DESTRUIÇÃO, FIM DOS DIAS, LONDRES, METEORO O DIA DO JUÍZO FINAL, O DIA DEPOIS DE AMANHÃ, O DIA DA DESTRUIÇÃO, PARIS 2010, TEMPESTADE, TERREMOTO, TSUNAMI.


PROVÉRBIOS

A terra atrai tanto que os velhos andam curvados.
(Provérbio armênio)
Melhor bem enforcado do que mal casado.
(Provérbio alemão)
Se alguém está tão cansado que não possa te dar um sorriso, deixa-lhe o teu.
(Provérbio chinês)
Só se pode juntar as mãos quando estas estão vazias.
(Provérbio Tibetano)
Começar já é metade de toda ação.
(Provérbio grego)
As lágrimas dos bons caem por terra, mas vão para o céu, para o seio da divindade. (Provérbio chinês)
Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.
(Provérbio chinês)

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