CONCURSO DE POESIA "Coloque poesia nos trilhos da História"
Alô alunos da Escola Machado de Assis!
Vem aí a 1ª FLIRO. Conheçam! Leiam! Escrevam nossa História!
MIDIAS PARA EDUCADORES E FORMADORES
Destino. Concebido como sucessão inevitável de acontecimentos do qual
não se pode escapar, essa palavrinha pode significar que tudo vai dar
certo ou, bem o contrário, vai pelo ralo! A mitologia grega já tratava
do assunto por meio das Moiras, irmãs que determinavam destinos de
deuses e humanos por meio da chamada Roda da Fortuna. A roda era o tear
que utilizavam e o fio que se posicionava no topo da engrenagem
determinava o período mais afortunado da vida, e o que estava embaixo,
os maus momentos. Assim, sucediam-se a boa ou má sorte. E até a morte,
quando o fio era cortado por elas.
Fio da existência preservado, a situação privilegiada de Trajano pode
ser compreendida, de acordo com o matemático Dilcione Nonato, pelo
conceito de probabilidade. Segundo ele, ao se fazer uma retrospectiva em
relação a acidentes de avião, por exemplo, vai-se constatar que de
tantos em tantos desastres haverá um número x de sobreviventes.
“Forma-se a média histórica. Aqui, entra também o acaso, evento raro que
não ocorre comumente, como acertar na mega-sena. O acaso é também uma
medida matemática”, explica Nonato. De acordo com ele não há destino; e
sim probabilidade e acaso. E, se não há destino, não há como prevê-lo.
Seja para cumprir ou escapar dele. “Só é possível prever grandezas
determinísticas e não situações.”
Porém, no século 21, a ideia de destino ainda é bastante forte e há
quem trabalhe com ela e faça previsões. Dulce Campolina é engenheira e
psicóloga. Mas o que exerce é a atividade de astróloga, há 26 anos, por
meio do cálculo do mapa astral. Para ela, o destino existe, pois as
pessoas não escolhem a própria vida porque nascem cercadas por um
contexto. “Mas a noção de destino é desvirtuada quando se imagina que
basta sentar na cadeira e esperar. As pessoas não estão amarradas a ele,
têm que batalhar para aproveitar o que a vida oferece”, afirma a
astróloga. Dulce diz que o mapa é cálculo harmônico e preciso que traz
uma programação, aponta potenciais e dificuldades que podem existir. “Se
a pessoa tem as condições e ambiente propício, pode ser mais fácil
corresponder ao destino. Se não, há que fazer esforço extra”, assinala.
Dulce avalia que conhecer o destino é a melhor maneira de administrá-lo.
“Como disse Ptolomeu: ao sabermos da chegada do inverno, nos preparamos
para ele.”
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A apresentadora Joana Prado e o lutador Vitor Belfort se conheceram no
Brasil, nos anos 90. Ela estava no auge como a bela personagem
Feiticeira e ele já era famoso como lutador profissional e campeão de
MMA. Já haviam ficado, como se diz popularmente, algumas vezes;
participaram juntos do reality show Casa dos Artistas, mas, até
então, nada muito além. Passando férias em Los Angeles com uma amiga, a
moça estava com passagem marcada para regressar ao Brasil, mas resolveu
estender o passeio e foi ao aeroporto remarcar a passagem. Era o ano de
1999 e naquele dia e hora Belfort estava voltando do Japão e pisando no
mesmo aeroporto, o quinto mais movimentado do mundo e, na época, recebia
cerca de 55 milhões de passageiros por ano. “Nossa, encontrá-lo aqui!”
Foi o que pensou Joana. “Nos aproximamos e passamos o restante dos dias
juntos, ele me pediu em namoro em Los Angeles. Terminamos uma época,
reatamos em 2001 e estamos casados há nove anos. Tenho certeza que nosso
encontro foi traçado por Deus, que me colocou ali no mesmo horário que o
Vitor”, afirma Joana.
Sim, ela acredita em destino e o mesmo pensa Vitor Belfort. “Não há
como não acreditar. E é traçado por Deus, que tem um plano para nós. Mas
dentro disso podemos escolher o que quisermos. Mas Ele é onipotente e
já sabe até o que vamos escolher. O meu está sendo traçado e oro para
Deus fechar as portas que não são as dele”, acredita Belfort. Para ele,
Deus nunca traçaria para ninguém um destino ruim. “As coisas acontecem; a
chuva cai para o justo e para o injusto. O acaso é parte de vida.”
Talvez seja a não garantia – a não ser a da própria morte – acerca de
tudo na existência que faça o homem pensar tanto no destino seja como
algo que garante a boa sorte, o acaso favorável ou não, ao bem ou mal,
ao que pode ser previsto. De acordo com o professor de filosofia Olimpio
Pimenta, autor de Razão e Conhecimento em Descartes e Nietzsche, as
pessoas creem no destino porque são assombradas pela responsabilidade de
serem livres e não terem a quem delegar decisões. “No entanto, a
filosofia reconhece a existência do mistério e uma das formas de
interpretá-lo é por meio da religião”, pontua Pimenta.
Geraldo Chamone, 57, é espírita, umbandista e tarólogo. Ele fala que
sente a energia da consulente, suas amarguras, alegrias, e quando ela
corta a lâmina do tarô, as necessidades irão aparecer ali. Chamone irá
interpretá-las. Ele próprio é um predestinado e ao mesmo tempo
intérprete do destino alheio. Explico. Contou que frequenta o centro
espírita desde os 12 anos, quando começou a sofrer o que chama de
obsessões. Daí pra frente a vida, fala ele, foi dedicar-se ao
desenvolvimento espiritual. Ele explica que Deus dá o destino e dele
fazemos o que queremos usando o livre arbítrio. “Mas, ao mudá-lo,
assumimos a responsabilidade pelas consequências da alteração.”
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| "A noção de destino é desvirtuada quando se imagina que basta sentar e esperar” Dulce Campolina |
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